Rede de cinemas americana AMC afirma que não exibirá mais filmes da Universal

A rede de cinemas americana AMC afirmou que não exibirá mais filmes da Universal após o CEO da NBCUniversal, Jeff Shell, dizer que pretende lançar filmes no cinema e no streaming simultaneamente.

O comentário foi feito após Trolls 2 (Trolls: World Tour) arrecadar US$ 100 mi em locações no streaming em três semanas de exibição na América do Norte.

A animação foi lançada diretamente na plataforma digital após os cinemas serem fechados devido à pandemia de coronavírus.

A resposta da rede AMC veio carta do CEO Adam Aron ao Grupo Universal.

Aron considerou a decisão unilateral de quebrar a tradicional janela de 90 dias entre o lançamento do cinema e o digital inaceitável e afirmou que não irá mais exibir os filmes do grupo nos EUA, Europa e Oriente Médio.

A AMC ponderou que gostaria de se reunir com a Universal para debater estratégias de lançamento que beneficiem as duas empresas.

A Universal rebateu, através de seu porta voz, dizendo que o objetivo do lançamento digital de Trolls 2 foi levar entretenimento às pessoas que estão enfrentando a quarentena.

A empresa também afirmou que pretende sim lançar filmes simultaneamente no cinema e no streaming quando a estratégia parecer positiva. Mas que irá conversar com seus exibidores e, portanto, ficou decepcionada com o anúncio feito pela AMC.

Lançamentos do cinema foram direto para o streaming

Além de Trolls 2, a Universal também irá lançar The King of Staten Island diretamente no streaming.

A comédia estrelada por Pete Davidson e dirigida por Judd Apatow será lançada em 12 de junho, uma semana antes da data agendada para a estreia nos cinemas.

Outras estreias confirmadas para o streaming estão Scooby – O Filme, da Warner Bros. e Artemis Fowl – O Mundo Secreto, da Disney.

Alguns filmes que já estavam em cartaz nos EUA quando a quarentena começou e foram para o streaming sem a janela de 90 dias.

Entre eles, estão O Homem Invisível, da própria Universal, Never Ever Rarely Sometimes, da Focus Features e Bacurau, da Kino Lorber.

O filme brasileiro, aliás, faz parte de uma iniciativa que ajuda os pequenos cinemas a sobreviverem ao momento. A Kino Lorber está dividindo os lucros dos alugueis do filme com as salas que iriam exibir o longa.

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